Sabe... sabe quando você só... só não aguenta mais? Mesmo por uma coisa tão pequena, uma besteira que acaba com teu dia? Eu sei. Aquela angustia que vem molhada, que te faz se sentir envergonhada por ter pessoas com problemas maiores... mas você está no escuro querendo desabar. Você quer ajudar, fazer as pessoas entenderem, se entenderem... mas você já não aguenta. E o teu rosto fica inchado, e as lágrimas descem como pimenta em feridas por todo seu rosto. Sabe daquele desejo de querer um sorriso... de um "Olá, você não está sofrendo sozinho". Sabe quando você já não se importa com a vergonha, e tudo o que quer é dizer o que dói, o que corrói. Eu sei.
Só queria saber se você suportaria minhas lágrimas. Minha dor por besteira. Acho que não... melhor deixar no lugar de onde veio. Não importa, seremos sempre as dramaticas.
Mas as vezes ninguem precisa suportar nada, nem se quer alguma besteira qualquer. As vezes essa conversa com o travesseiro seja a melhor. Seja a que você precisava.
E profundamente espero que o sol ao amanhecer seque todas essas lágrimas ensanguentadas de nós... e que possamos olhar para os outros com um sorriso estampado, dizendo em mente: "Não se preocupe, você não entenderia mesmo."
E que possamos ver quem entende... e mesmo que não entenda que segure nossas lágrimas.
"Todo mundo esconde quem é pelo menos por um tempo, as vezes você enterra alguma parte de si mesmo tão profundamente que precisa ser lembrado que ela ainda esta lá, e as vezes o que voce quer, é só esquecer quem você é, por inteiro."-Dexter
...
"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Lágrimas de Coruja
Nunca tentei contar a ninguém, para sustentar a esperança de que acabasse mais rápido. Mas agora, me sinto tão vazia e distante, que já nem sei mais o que me é correto. Eu que me julgava a menina forte por não precisar de ninguém em especial, me revelei a mais covarde por não querer admitir minha dor. Acontece que nunca sei quando ou quem estaria disposto a secar minhas lágrimas, porque nunca disse a ninguém que precisava disso. E certamente, talvez eu não precisasse. Agora é como se eu quisesse. Alguém que acabe com isso, ou pelo menos, que esteja disposto a perder o sono por algum motivo comigo. Porque não me conformo mais em passar o dia fingindo felicidade para acertar com meu travesseiro ao anoitecer, ao menos, não quero fazer isso sozinha. Acho que a noite tem fim mais depressa quando alguém está lá contigo, ou se não termina, ao menos as estrelas vêm para nos distrair juntos.Só esperava que meus problemas fossem vistos com um pouco mais de importância e que as vezes, só as vezes, alguém notasse o quanto algumas coisas me machucam, mesmo quando nego. Tortura-me bancar a menina sem personalidade, sempre feliz e correta. Aqui coloco um fim a isso, para estar mais em paz com meu coração. Não sei se apenas isso vai cessar minhas lágrimas noturnas, mas por hora, faz-me sentir melhor, o simples fato de contar a verdade sobre o que se passa comigo. Isso me acalma.
Her way
A madrugada está fria. E nenhum cobertor aquece. Lá fora o vento uiva, cantarolando, para a chuva que já não disfarça sua vinda. "O meu desespero me amedontra, quero tentar encontrar um elo de ligação entre o antigo e o novo." - Um elo que explique quem foi aquela sombra a muito deixada empoeirada, atrás do relógio, daquele quase aos pedaços.
A fotografia de um velho pensamento, não foi corrompida. Porém é só uma fotografia. Tal pensamento não foi em maior parte inútil, mas a prende em mente. Trás saudades de outros fantasmas. Fantasmas de uma casa empoeirada, que ouvia se sussurros, mas gargalhadas altas. Uma casa a pouco abandonada.
Mas aquela fotografia continua lá, reconfigurando-a. Aquele pensamento por ora vinga, por ora não liga.
E esse elo talvez não será de tamanha importância. Mas buscará quem foi aquela sombra, fará entender quem eram as outras. Essa ligação não se mostra lúcida aos olhos de outros. Mas ela nem julga necessário.
Ela não quer entender o frio,
Ela só quer achar um cobertor,
Algum que aqueça, e que não a esqueça;
Ela quer sorrir de novo, sem sofrer, nem
se machucar...
Ela quer saber quem foi, quer saber quem é,
Sem arriscar a vidas das outras sombras.
Ela só quer sentir o cheiro de mofo daquela
casa antiga, daqueles pensamentos antigos...
Das pessoas que sorriam e afagavam os teus
cabelos, que lhe contavam histórias de uma
felicidade utópica.
Ela quer... ela gostaria de achar o caminho
de volta pra casa.
A fotografia de um velho pensamento, não foi corrompida. Porém é só uma fotografia. Tal pensamento não foi em maior parte inútil, mas a prende em mente. Trás saudades de outros fantasmas. Fantasmas de uma casa empoeirada, que ouvia se sussurros, mas gargalhadas altas. Uma casa a pouco abandonada.
Mas aquela fotografia continua lá, reconfigurando-a. Aquele pensamento por ora vinga, por ora não liga.
E esse elo talvez não será de tamanha importância. Mas buscará quem foi aquela sombra, fará entender quem eram as outras. Essa ligação não se mostra lúcida aos olhos de outros. Mas ela nem julga necessário.
Ela não quer entender o frio,
Ela só quer achar um cobertor,
Algum que aqueça, e que não a esqueça;
Ela quer sorrir de novo, sem sofrer, nem
se machucar...
Ela quer saber quem foi, quer saber quem é,
Sem arriscar a vidas das outras sombras.
Ela só quer sentir o cheiro de mofo daquela
casa antiga, daqueles pensamentos antigos...
Das pessoas que sorriam e afagavam os teus
cabelos, que lhe contavam histórias de uma
felicidade utópica.
Ela quer... ela gostaria de achar o caminho
de volta pra casa.
Everywhere
Sorrisos. Lágrimas pós decepção. Aquelas que doem, que secam, que molham e doem novamente. Queria ser um palhaço, daqueles que não dão medo, ou alguém mais forte para entregar cada um uma rosa... pra ver aquele sorriso brilhar de novo. As decepções acontecem; mas alguns se esquecem dos erros eminentes... de quem são, de quem somos. De que erramos, e sentimos isso. Que não gostamos de desculpas, mas deixar o tempo correr é difícil. Mas é melhor assim.

Ou de vez em quando queria ser algum super heroi, salvar o sorriso de muitos. Não precisaria ser alto e musculoso... mas um heroi que refaz. Que sorri, sem se machucar.
Pena. Não sou, mas gosto desses sorrisos por aí. Daqueles que não se vê com frequência.
Deixar marcas sem feridas permanentes é difícil. Alguns não entendem. Não entendo.
Não é esquecer. É ter medo de perder... de não saber o que fazer. Muito menos é se afastar. As vezes é dar um tempo. E não é priorizar a uns nem outros. É sem querer deixar o tic-tac do relógio te guiar. É sorrir ao saber que está vivo, mas chorar por saber que é só existir. Queria multiplicar os minutos, e correr com as horas. Queria estar em toda parte. Com a parte que importa.
Mas depois de ser levado pelo relógio é difícil voltar. Não quero que me entendam ou desculpem. Só quero seus sorrisos... mesmo na surdina, no vão da porta.

Ou de vez em quando queria ser algum super heroi, salvar o sorriso de muitos. Não precisaria ser alto e musculoso... mas um heroi que refaz. Que sorri, sem se machucar.
Pena. Não sou, mas gosto desses sorrisos por aí. Daqueles que não se vê com frequência.
Deixar marcas sem feridas permanentes é difícil. Alguns não entendem. Não entendo.
Não é esquecer. É ter medo de perder... de não saber o que fazer. Muito menos é se afastar. As vezes é dar um tempo. E não é priorizar a uns nem outros. É sem querer deixar o tic-tac do relógio te guiar. É sorrir ao saber que está vivo, mas chorar por saber que é só existir. Queria multiplicar os minutos, e correr com as horas. Queria estar em toda parte. Com a parte que importa.
Mas depois de ser levado pelo relógio é difícil voltar. Não quero que me entendam ou desculpem. Só quero seus sorrisos... mesmo na surdina, no vão da porta.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Sentinelas frias
Olhares que reprovam, que apedrejam. Te secam e te fazem delirar, repugnar a si mesmo. Críticas ou comentários que te interferem e ferem. Reprovações particulares que te enojam. Pensamentos ocultos que te atormentam e te insinuam a mente. Então você escolhe as lágrimas que a vida lhe oferece ao invés dos lenços. E as gotas salgadas lhe sufocam, lhe roubam a respiração. Seu coração se esquece da claridade, pois ela machuca. Ela cega. E então se contenta na ausência dela... na escuridão.
Você busca as respostas, mas na tua mente só há indagações.
E você olha para cima e se pergunta aonde foi o sol. Aquele que te aquecia e guiava. Você lamenta; você chora. Mas... mas teus olhos embaçados lhe mostram algo. O céu.
E mesmo com as gotas lhe embaralhando a vista e apertando teu coração, ele está lá. Resplandecente. Observador, quieto. Ele te olha lá de cima, e com toda tua grandeza lhe oferece conforto. Oferece espaço para a chuva e as estrelas. Ele é lindo.
Suas últimas gotas salgadas e pesadas se esvaem. E pela primeira vez você escolhe o lenço.
A vida não é confortante e fácil na maior parte. Mas ele, o céu, é. Ele te entrega um brilho, e você coloca nos olhos. E ele limpa o teu rosto e abre teu sorriso. E te mostra que ele não fez nada. Mas mostra que a tua escolha sempre fez e valeu de algo. Não importando o resultado.
E os monstros lá fora em sentinelas frias, sem pulso, se tornam pequenos diante de teus ombros e bases. Teus amigos. E aquelas reprovações lá não se comparam as paixões e amores. A tua paixão, ao teu amor. Os delírios e críticas se dissipam como palha pelo teu sangue irmão. Pelo teu lugar blindado. Com tuas sombras protetoras.
E eu sei que escolhi o lenço, que vou me lembrar desta escolha. E aquele céu vai continuar lá para mim. Resplandecendo.
O medo é meu. E a força também.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Expectations
Seja, não seja, se case, não vadie, não mude, não insulte, não engravide, não falte, vote, coma, não beba.
Imperfeição, parece não ser mais tolerada. Um andarilho já não vale de nada. Existir, isso se deve a perfeição. Viver, é coisa da imperfeição. Não quero me envolver com a existência, não quero provocar expectativas em patriotas padronizados. Coma legume; estou viva e comi poucos na infãncia. Comi legume, estou feliz, eu quis. Não esperavam. Não vou ser um matador, pois pedem para não matar; só vou ser o que me caia bem. O que pode até ser o que te agrada. Pense bem, primeiro virá o que me cai bem depois o que te agrada, será apenas coincidência.
Pois bem, não me apresente exemplos bonitos. Adimiro-os, porém não será desperdiçado suor e lágrimas para a incubência de ser igual a tal ser. Não serei igual, a um rei, a uma princesa, a um estudioso. Não serei uma Deusa. Não serei bonita, ou sociável. Não trocarei minhas chaves e roupas. Não é que serei ninguém. Serei Eu. Um eu que não está descrito em livros e guias. Um Eu que achei em lugar algum, que achei aqui, aqui dentro de mim. Esse 'Eu' não será explicado em dicionários.
Não chore, caso lhe ofenda. Não pedi que esperasse muito, só tentarei te mostrar o que o 'Eu' é. Só entenda, esse 'Eu' não será mais produto de um mundo convencional e exemplar. O 'Eu' não terá boas notas nem bons amigos. O 'Eu' terá boas maneiras, até. Porém não terá o escrupulo em fazer o que quer, se isso for te fazer bem.
Please,
Don't create expectations about the 'I'.
Hate
Então, você se vê encurralado. Algo desaba. Estaticidade.... é a primeira reação.
O mundo me grita desaforos e me apresenta abismos, quase cedo-me ao medo. Odeio essa força de resistência que as vezes me prende, me tranca. Por ora odeio todo o mundo, por ora apenas odeio a mim. Ódio, ódio, desgraça. Me trituram, me mastigam. Nem me aspiro a eles, porque então me vinculam à tais? Talvez não exista ódio prontamente dito; talvez seja ego e ignorância, algo como um amor doentio, que aqui e acolá se aproveitam da tarja "Ódio".
Ressentimento, culpa, incapacidade. Cabe tudo isso dentro de uma mente só? De uma mente ainda fresca e quase nunca desiludida? Sim, acho. Desgasta, corrói. Domina e aproveita. Sinto algo fuzilando minha mente e pensamentos. Sensação de algo gélido, frio. Por que ainda dói ter tudo isso aqui dentro? Por que roupas, cheiros, fotos, flashes e momentos te lascam a ultima fatia de realidade? Ainda quero entender. Quero saber porque esse nó na garganta é constante. Quero saber do que se trata essa sensaçao de sólidão em meio ao público, em meio a multidão...
...Só quero entender... ou aprender a esconder...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Uma hora de um outro dia qualquer
Em uma hora qualquer em outro dia qualquer, talvez teus pensamentos não seriam importantes. Minto. Acredito que seriam sim. Essas nossas palavras, saem tão esmaecidas. Porém consigo lhe ouvir bem, só não sei se me escutas tão bem quanto. Seus olhos até mostram compreensão, ouso pedir perdão... mas não acontecera nada; que mania feia de achar que a culpa é toda minha. Me sinto ressentida até, porém meu jeito de ser me conforta e diz que não preciso ficar assim. Te explico como sou, mas não é tão fácil. Lhe disse várias vezes, isso não faz parte da minha natureza. Minha garganta pesa e seca. Meus pés suam e ficam frios, quase gélidos assim como as minhas mãos. O silêncio fora um acompanhante constante e confortável, até confortante. Me irrita saber que poderia mais, porém me prendo a algum medo de metralhar algum devaneio incerto.Minha saliva nunca fora melhor do que a prudencia dos meus dedos, do meu falar em palavras escritas. Nem sei se já notara. Contudo a vida cobra explicações e pronuncias. Por que cobras tanto vida? Isso me amedronta e intriga. Mas sei que apesar de tudo, do meu conforto, da minha área segura... sairei desta sentinela por você. Pois hoje mesmo me perguntei o porque de estarmos aqui, e o que me fazia estar aqui. Você é meu mundo, também é justo dividir uma parte de mim pra ti. Não são súplicas ou perdões, talvez uma contestação. Pra dizer a mim mesma que você também é meu porto seguro; meus medos também podem ser os seus. As vezes te odeio por me manipular tão fácil. Mas até é um ódio santo. Sei que sou forte ainda, sou livre e isso não me será contraditório.
Só se lembre que seu sorriso vou buscar constantemente, porém seu desdém também vai ser uma incógnita pra mim. Não por um sermão ou algo pendente, mas por você ser importante. E em uma hora qualquer de um dia qualquer você me fará falta, e eu farei pra ti também. E em uma hora dessas vamos nos encontrar e resolver isso. E tudo vai voltar a ficar bem.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Eu digo
A maioria das pessoas que escrevem algo, gostam de dizer "eu escrevo". Gostam de falar de si. Gostam da palavra "meu". Sou um pouco diferente dessas pessoas. Não sei dizer se isto é uma coisa boa ou ruim ou se e apenas uma "coisa". Mas poucos entendem isto aqui de verdade ou se esforçam para isso e pra mim não importa quantos elogiam, mas sim, quantos interpretam. Gosto de escrever sobre coisas variadas, pessoas variadas. Nas situações quais me encaixo, quase sempre ocultamente. Nunca vou colocar no papel algo concreto sem disfarces, gosto da minha privacidade e isso também não quer dizer que não sou sincera quando escrevo. Meus sentimentos não estão nas palavras, estão nas entrelinhas e eu realmente admiro se existe alguém que os compreende em sua totalidade. Sinceramente, não gosto de ouvir outras pessoas falando de si com ar superior, se gabando de algo que pode fazer. Não acho nada de especial aqui. Nada que outra pessoa não sinta também, não saiba tão bem ou mais que eu. Mas as vezes de um jeito diferente. Por isso não conto, não falo e não menciono algo sobre mim, minhas composições. Porque não é algo que acho incrivel e excepicional, não é algo que qualquer outra pessoa não possa fazer também e não serei hipocrita e direi para alguém que não pode, porque já ouvi isso e cá estou. Qualquer um pode fazer qualquer coisa e é ridiculo se fingir especial porque conseguiu primeiro.
by: caah.lisboa
domingo, 9 de outubro de 2011
Ruído
E eu comecei a escrever, e a escrever e não parei. Então aquele silêncio começou a incomodar. É sufocante ouvir ele de um lugar inesperado. Onde ouvira se ruídos constantes. Dei uma olhada na janela, vocês estavam distraídos, certos de algo...Ou apenas observando e esperando algo. Voltei a escrever... Foi inquietante, quase absolutamente impossível de continuar. Andei para um lado e outro, mas ainda aquele barulho lá fora... O que era mesmo? Sei que só conseguia ouvir aquele ruído. Aquele cheiro de pensamentos desenvoltos e arrependidos, ressentidos... Que cheiro fétido. Quase que mofa todas as lembranças, por sorte sabia que havia algo de antimofo ali, em algum lugar. Mas era tão perfeito a sincronia de seus pensamentos com o silêncio, que era quebrado por hora com o vento lá de fora. Começei a suar, sabia que não dava pra continuar. Meu mundo rodava, queria poder fazer algo. Mas por Deus, o quê? Aquelas luzes, mas que porcaria de luzes... Não parava de me ofuscar a vista... Mas algo se fez forma dentre elas. Se aproximara com um ritmo perfeito, a chuva brotara de lá de cima... Vi que era apenas meu desespero em liquido. Abruptamente me sacudiu, e sussurrou algo em meu ouvido. Meu coração parou. Ouvi. - "Eles, vocês... São tão aturdidos a tudo. Mas fazem parte de um só mundo. Não desperdicem essa chance. Vocês são assim, não se preocupe. Não se arrependam, são apenas os sentimentos de vocês em transformações. Sabem que sempre tem um retorno, que tudo volta a ficar bem."
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Minha ímpar par
Você é tão ímpar de tudo, aversa a outros tudo. Você é diferente do mundo externo, e de alguma forma faz parte de um interno. Um interno meu... que nem sei como você o construiu tão rápido. Você é sorrateira, sei disso. Você apareceu e me tomou a confiança tão rápido. Não sei explicar. Acho que foram seus olhos... eles me instigavam e me aconchegavam. Podem até dizer que foram apenas por semelhanças as quais foram rensponsaveis pelo nosso começo. A gente sabe que não foi, foi maior que isso. Você é o par do meu sozinho, do meu solitário, do meu divertido... da minha parte louca. Você faz parte de mim. Você é minha ímpar par perfeito. A imperfeita perfeita, junto comigo. Dificil imaginar que duramos tanto, digo, como nos aturamos por tanto tempo. E é tão maduro o jeito que se preocupa comigo, e tão criança pra discutir. Somos vingativas e estranhas. Você me entende, eu te entendo. Nem sempre até. Enfim... estou tentando agradecer pelas piores palhaçadas e brigas idiotas possiveis, agradecer por aturar e confiar e mim tanto quanto confio em ti. Minha rídicula mais imperfeita perfeita possível minha melhor amiga. Minha ímpar par.
To: Ironic's Life
To: Ironic's Life
Dessa forma...
Estranho como uma pessoa pode ir de um silêncio pra um sorriso, em milésimos de um segundo. Mas você me faz ficar assim, dessa forma. Seu humor é tão momentâneo e instável quanto uma bomba atómica, só me dou conta quando da pra ver as consequencias e os destroços. Tô tentando me acostumar com essa instabilidade, até me machuca muito... mas de alguma forma você me prende com apenas um sorriso de canto de boca. É estranho como seu cheiro fica impregnado na minha mente, e até no meu corpo depois de um abraço afobado e ressentido. Te odeio com essa sua cara lavada depois de algum alívio impossivel... você me irrita com o jeito que me deixa bem com essa instabilidade, que de repente um suspiro vira um sorriso. Apesar de tudo você me faz tão bem... mesmo me tratando como uma criança, mas sobre tudo como a sua criança.
Você me fez perder toda minha lucidez com aquele olhar... tão caloroso. Me sinto tão especial e meninona contigo... você me arranca sorrisos largos e escandalosos. Você é tão lunático,besta,bobo e palhaço ... mas é meu lunático mais besta bobo e palhaço. Te amo.
Você me fez perder toda minha lucidez com aquele olhar... tão caloroso. Me sinto tão especial e meninona contigo... você me arranca sorrisos largos e escandalosos. Você é tão lunático,besta,bobo e palhaço ... mas é meu lunático mais besta bobo e palhaço. Te amo.
Parabéns
Sempre desconfiei. Nunca confiei. Em mim talvez, nunca fui exemplar ou orgulhavel. Sempre me achei errada, e atrevidamente sempre gostei. Não esperava nada da minha capacidade, gostava de estar em outro mundo. Em momentos ainda o visito. Não queria tentar nada, queria mais era ir descalça pra rua e machucar o quanto pudesse. Não que eu seja orgulhavel agora, não mesmo. Na verdade sempre fui dura, por dentro até... pois se não fosse não me chamariam tanto de boba como faziam antes, como eu sempre parecia por fora. Acho que até gosto dessa capacidade, sou tão amigavel... talvez até evite grandes problemas por isso. Acho que por algum ponto isso se chame orgulho.
Apesar de tudo acabo sempre me pegando querendo me por a prova, pensamentos xulos, querendo mostrar que até poderia ser um daqueles heróis ou heroinas de quadrinhos. Querendo ser mais, algo mais aceitavel. Mas talvez até goste de mim assim, frágil como uma humana, dura como um dinossauro comigo mesma em todo tipo de discussão interna, e feroz como um quando tenho fome. Acredito até em revolução, talvez uma revolução interna... mas ainda sim sempre vou conservar algumas futilidades.
Essa mania que tenho de dizer que sou como uma incubente de um orgulho fútil, as vezes nem acredito tanto assim nesse orgulho... mas ele sempre vem à tona aqui e acolá.
Enfim, não quero dizer que sou tão fútil, mas tenho que reconhecer sou uma errante constante... acredito que talvez não seria nada sem eles... nem quero dizer que talvez não faria algumas lágrimas rolarem... quem sabe até de felicidade... mas sei que sou capaz de fazer aquilo que quero e até o que não quero, se isso de algum modo for altruista. Estranho, não? ... Mas foda-se o que vai acontecer, só quero chorar de rir todos os anos da minha vida até o fim, e me machucar descalça o quanto puder, quem sabe assim aprender e usar chinelos. Parabéns. Até pra mim de vez em quando, né?
Apesar de tudo acabo sempre me pegando querendo me por a prova, pensamentos xulos, querendo mostrar que até poderia ser um daqueles heróis ou heroinas de quadrinhos. Querendo ser mais, algo mais aceitavel. Mas talvez até goste de mim assim, frágil como uma humana, dura como um dinossauro comigo mesma em todo tipo de discussão interna, e feroz como um quando tenho fome. Acredito até em revolução, talvez uma revolução interna... mas ainda sim sempre vou conservar algumas futilidades.
Essa mania que tenho de dizer que sou como uma incubente de um orgulho fútil, as vezes nem acredito tanto assim nesse orgulho... mas ele sempre vem à tona aqui e acolá.
Enfim, não quero dizer que sou tão fútil, mas tenho que reconhecer sou uma errante constante... acredito que talvez não seria nada sem eles... nem quero dizer que talvez não faria algumas lágrimas rolarem... quem sabe até de felicidade... mas sei que sou capaz de fazer aquilo que quero e até o que não quero, se isso de algum modo for altruista. Estranho, não? ... Mas foda-se o que vai acontecer, só quero chorar de rir todos os anos da minha vida até o fim, e me machucar descalça o quanto puder, quem sabe assim aprender e usar chinelos. Parabéns. Até pra mim de vez em quando, né?
sábado, 1 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Melancolia
Ta doendo. Tô doente. Tô carente. Tá sufocando.
Não sei, tanto faz. Não vai. Sorrio, choro. Dói. Saudade.
O vento tá gelado, mas meu corpo ainda queima. O sangue corre rápido.
Tô respirando fundo, um nó na garganta me corta. Ainda consigo lembrar do cheiro.
Das madrugadas em frente da tevê, você acabava de tomar banho. E eu sentava atrás de você no sofá, enquanto você 'jantava'. Sentia o cheiro de sabonete e pele, que cheiro confortável.
Lágrimas transbordam agora. O cabelo volumoso, geralmente cor de fogo, ou algo mais escuro menos exagerado.
Já era grande o suficiente, mas nunca o bastante para não querer sua companhia ao deitar me em minha cama. Era como se você expulsasse todos os males, toda a escuridão, e mandasse a lua me iluminar.
Tá corroendo. Tanto tempo, sobrevivi. Algo como: "Como você suporta?", "Como vai suportar?", sempre diziam. Não há escolha, há? Não suportei. Só segurei a barra.
Diz pra mim eterna estrela minha, vai se orgulhar de mim? E quando eu errar e me machucar? Posso suportar de novo? Tenho que suportar. Te amo. Só queria dizer... vai com Deus e volta pra casa rápido. Te amo.
Não sei, tanto faz. Não vai. Sorrio, choro. Dói. Saudade.
O vento tá gelado, mas meu corpo ainda queima. O sangue corre rápido.
Tô respirando fundo, um nó na garganta me corta. Ainda consigo lembrar do cheiro.
Das madrugadas em frente da tevê, você acabava de tomar banho. E eu sentava atrás de você no sofá, enquanto você 'jantava'. Sentia o cheiro de sabonete e pele, que cheiro confortável.
Lágrimas transbordam agora. O cabelo volumoso, geralmente cor de fogo, ou algo mais escuro menos exagerado.
Já era grande o suficiente, mas nunca o bastante para não querer sua companhia ao deitar me em minha cama. Era como se você expulsasse todos os males, toda a escuridão, e mandasse a lua me iluminar.
Tá corroendo. Tanto tempo, sobrevivi. Algo como: "Como você suporta?", "Como vai suportar?", sempre diziam. Não há escolha, há? Não suportei. Só segurei a barra.
Diz pra mim eterna estrela minha, vai se orgulhar de mim? E quando eu errar e me machucar? Posso suportar de novo? Tenho que suportar. Te amo. Só queria dizer... vai com Deus e volta pra casa rápido. Te amo.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Te odeio.
Senti seu cheiro hoje de manhã... por pouco pensei em você.
Você ainda se lembra? Você costumava me chamar de chata e eu dizia te odiar.
Você não queria ouvir meus problemas, eu queria dizer assim mesmo.
Já te amei e odiei em mesma escala, você fazia falta.
Aquela época era tão simples, só precisávamos nos preocupar em fazer o dever de casa.
Você cresceu né? E mudou muito. Admito, não gostei.
Comigo você era tão mais você, as pessoas costumavam significar algo pra você.
Tá egoísta. Mas confesso não deixo de pensar um dia sequer naquele tempo divertido.
Te odeio. Te amo. Espero que tenha alguem pra dizer à você como está horrivel hoje, como eu fazia antigamente.
Você ainda se lembra? Você costumava me chamar de chata e eu dizia te odiar.
Você não queria ouvir meus problemas, eu queria dizer assim mesmo.
Já te amei e odiei em mesma escala, você fazia falta.
Aquela época era tão simples, só precisávamos nos preocupar em fazer o dever de casa.
Você cresceu né? E mudou muito. Admito, não gostei.
Comigo você era tão mais você, as pessoas costumavam significar algo pra você.
Tá egoísta. Mas confesso não deixo de pensar um dia sequer naquele tempo divertido.
Te odeio. Te amo. Espero que tenha alguem pra dizer à você como está horrivel hoje, como eu fazia antigamente.
Pingantes lembranças
Aquela luz ofuscante de começo de manhã já não sei dizer se me cega mais.
Aquele vento que me intriga e me fluem anotações. Balançam folhas e fios de cabelo.
Aquela ponte dançante rente aos meus passos, balançam meus pensamentos. Conhecida ponte.
Bem vindo. Me assopram. Pareço entrar em um mundo estático. Aqueles gritos novamente.
Caem em meu cerebro como gotas pingantes de lembranças, aqueles gritos euforicos e estridentes.
Crianças despreocupadas. Objetividade em solucionar esconderijo de desafiantes. Bons tempos.
Detalhes insignificantes... por que aparecem licitos aos meus olhos? Me pertubam. Que sorriso lindo.
Entre passos largos sobre atrasos, me disperso naquela paisagem. Não me importa mais, só quero lembrar algo, alguem. Desejos entregues em meio a sorrisos largos. Te amo. Ouço falar. Te amo. Desejo tentar. Impossivel irracional devaneio. Te amo. Eu sei. Te quero. Então venha me encontrar. Me responda, me veja tentar.
Aquele vento que me intriga e me fluem anotações. Balançam folhas e fios de cabelo.
Aquela ponte dançante rente aos meus passos, balançam meus pensamentos. Conhecida ponte.
Bem vindo. Me assopram. Pareço entrar em um mundo estático. Aqueles gritos novamente.
Caem em meu cerebro como gotas pingantes de lembranças, aqueles gritos euforicos e estridentes.
Crianças despreocupadas. Objetividade em solucionar esconderijo de desafiantes. Bons tempos.
Detalhes insignificantes... por que aparecem licitos aos meus olhos? Me pertubam. Que sorriso lindo.
Entre passos largos sobre atrasos, me disperso naquela paisagem. Não me importa mais, só quero lembrar algo, alguem. Desejos entregues em meio a sorrisos largos. Te amo. Ouço falar. Te amo. Desejo tentar. Impossivel irracional devaneio. Te amo. Eu sei. Te quero. Então venha me encontrar. Me responda, me veja tentar.
domingo, 25 de setembro de 2011
Lágrimas, vento e meias
Ouço esses quizos ao lado da minha janela. Ouço minha vida, minha infância. Um nó na garganta, vontade repentina de chorar. Não seria a tristeza a me incomodar... não sei, algo me prende e me machuca agora, consigo ver minha vida em flashes por instantes. Alguns diriam nostalgia.
Coloquei minhas meias azuis de algodão, não sei do valor delas pra mim... estão sujas agora. Havia me esquecido como as horas se arrastam de madrugada, quando se esta acordado. Me sinto bem, com esses ruídos e cheiro que o vento carrega pra dentro do meu quarto.
Ando pensando tanto no meu antigamente... me sinto feliz, e me aborreço em seguida. Tantas lágrimas jogadas fora, tantas orgulhosas... outras fracas. Quero saber o por que de ainda estar aqui... me lembro como cheguei aqui... e já não me é conveniente sair deste estado de inércia. Me sinto bem apesar dos apesares.
Vento me traz apego, lembrança, fogão a lenha... roupas brancas no varal... e inocencia... me traz infância.
Coloquei minhas meias azuis de algodão, não sei do valor delas pra mim... estão sujas agora. Havia me esquecido como as horas se arrastam de madrugada, quando se esta acordado. Me sinto bem, com esses ruídos e cheiro que o vento carrega pra dentro do meu quarto.
Ando pensando tanto no meu antigamente... me sinto feliz, e me aborreço em seguida. Tantas lágrimas jogadas fora, tantas orgulhosas... outras fracas. Quero saber o por que de ainda estar aqui... me lembro como cheguei aqui... e já não me é conveniente sair deste estado de inércia. Me sinto bem apesar dos apesares.
Vento me traz apego, lembrança, fogão a lenha... roupas brancas no varal... e inocencia... me traz infância.
Chuva deslumbrante...
Aquelas gotas... estava me esquecendo delas. Não são desculpas para a dispersão de pensamentos, sentimentos. Não gosto de deixa-lás serem tão proximas e incumbentes da minha alma. De alguma forma estão me acariciando docemente, mesmo com minha forma tão rude.
Não quero ser como ninguém ou como alguém. Posso até querer ter suas falas, nada mais. Quero deixar de pensar quem tenho que ser, se sou o que sempre fui. Desejo maldito de ser algo mais a todo momento. Querer ser algo mais profundo. Maldita mente que se apega a padrões que não se apega a padrões. Escrotos padrões, mas não tê-los também seria um. Ela é suave, e mesmo grosseira não me machuca. Perfeito. Perfeita.Abri alguma outra página, não me recordo do meu roteiro de fala ou pesquisa. Tô tentando descrever algo, já não sei o que mais ou se seria necessário. Gosto insano em tentar descrever pensamentos. Que cheiro bom ela tem, ela é deslumbrante e me desperta esse gosto insano. Por que aprendi a gostar dela... odiava-a.
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