Sabe... sabe quando você só... só não aguenta mais? Mesmo por uma coisa tão pequena, uma besteira que acaba com teu dia? Eu sei. Aquela angustia que vem molhada, que te faz se sentir envergonhada por ter pessoas com problemas maiores... mas você está no escuro querendo desabar. Você quer ajudar, fazer as pessoas entenderem, se entenderem... mas você já não aguenta. E o teu rosto fica inchado, e as lágrimas descem como pimenta em feridas por todo seu rosto. Sabe daquele desejo de querer um sorriso... de um "Olá, você não está sofrendo sozinho". Sabe quando você já não se importa com a vergonha, e tudo o que quer é dizer o que dói, o que corrói. Eu sei.
Só queria saber se você suportaria minhas lágrimas. Minha dor por besteira. Acho que não... melhor deixar no lugar de onde veio. Não importa, seremos sempre as dramaticas.
Mas as vezes ninguem precisa suportar nada, nem se quer alguma besteira qualquer. As vezes essa conversa com o travesseiro seja a melhor. Seja a que você precisava.
E profundamente espero que o sol ao amanhecer seque todas essas lágrimas ensanguentadas de nós... e que possamos olhar para os outros com um sorriso estampado, dizendo em mente: "Não se preocupe, você não entenderia mesmo."
E que possamos ver quem entende... e mesmo que não entenda que segure nossas lágrimas.
"Todo mundo esconde quem é pelo menos por um tempo, as vezes você enterra alguma parte de si mesmo tão profundamente que precisa ser lembrado que ela ainda esta lá, e as vezes o que voce quer, é só esquecer quem você é, por inteiro."-Dexter
...
"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Lágrimas de Coruja
Nunca tentei contar a ninguém, para sustentar a esperança de que acabasse mais rápido. Mas agora, me sinto tão vazia e distante, que já nem sei mais o que me é correto. Eu que me julgava a menina forte por não precisar de ninguém em especial, me revelei a mais covarde por não querer admitir minha dor. Acontece que nunca sei quando ou quem estaria disposto a secar minhas lágrimas, porque nunca disse a ninguém que precisava disso. E certamente, talvez eu não precisasse. Agora é como se eu quisesse. Alguém que acabe com isso, ou pelo menos, que esteja disposto a perder o sono por algum motivo comigo. Porque não me conformo mais em passar o dia fingindo felicidade para acertar com meu travesseiro ao anoitecer, ao menos, não quero fazer isso sozinha. Acho que a noite tem fim mais depressa quando alguém está lá contigo, ou se não termina, ao menos as estrelas vêm para nos distrair juntos.Só esperava que meus problemas fossem vistos com um pouco mais de importância e que as vezes, só as vezes, alguém notasse o quanto algumas coisas me machucam, mesmo quando nego. Tortura-me bancar a menina sem personalidade, sempre feliz e correta. Aqui coloco um fim a isso, para estar mais em paz com meu coração. Não sei se apenas isso vai cessar minhas lágrimas noturnas, mas por hora, faz-me sentir melhor, o simples fato de contar a verdade sobre o que se passa comigo. Isso me acalma.
Her way
A madrugada está fria. E nenhum cobertor aquece. Lá fora o vento uiva, cantarolando, para a chuva que já não disfarça sua vinda. "O meu desespero me amedontra, quero tentar encontrar um elo de ligação entre o antigo e o novo." - Um elo que explique quem foi aquela sombra a muito deixada empoeirada, atrás do relógio, daquele quase aos pedaços.
A fotografia de um velho pensamento, não foi corrompida. Porém é só uma fotografia. Tal pensamento não foi em maior parte inútil, mas a prende em mente. Trás saudades de outros fantasmas. Fantasmas de uma casa empoeirada, que ouvia se sussurros, mas gargalhadas altas. Uma casa a pouco abandonada.
Mas aquela fotografia continua lá, reconfigurando-a. Aquele pensamento por ora vinga, por ora não liga.
E esse elo talvez não será de tamanha importância. Mas buscará quem foi aquela sombra, fará entender quem eram as outras. Essa ligação não se mostra lúcida aos olhos de outros. Mas ela nem julga necessário.
Ela não quer entender o frio,
Ela só quer achar um cobertor,
Algum que aqueça, e que não a esqueça;
Ela quer sorrir de novo, sem sofrer, nem
se machucar...
Ela quer saber quem foi, quer saber quem é,
Sem arriscar a vidas das outras sombras.
Ela só quer sentir o cheiro de mofo daquela
casa antiga, daqueles pensamentos antigos...
Das pessoas que sorriam e afagavam os teus
cabelos, que lhe contavam histórias de uma
felicidade utópica.
Ela quer... ela gostaria de achar o caminho
de volta pra casa.
A fotografia de um velho pensamento, não foi corrompida. Porém é só uma fotografia. Tal pensamento não foi em maior parte inútil, mas a prende em mente. Trás saudades de outros fantasmas. Fantasmas de uma casa empoeirada, que ouvia se sussurros, mas gargalhadas altas. Uma casa a pouco abandonada.
Mas aquela fotografia continua lá, reconfigurando-a. Aquele pensamento por ora vinga, por ora não liga.
E esse elo talvez não será de tamanha importância. Mas buscará quem foi aquela sombra, fará entender quem eram as outras. Essa ligação não se mostra lúcida aos olhos de outros. Mas ela nem julga necessário.
Ela não quer entender o frio,
Ela só quer achar um cobertor,
Algum que aqueça, e que não a esqueça;
Ela quer sorrir de novo, sem sofrer, nem
se machucar...
Ela quer saber quem foi, quer saber quem é,
Sem arriscar a vidas das outras sombras.
Ela só quer sentir o cheiro de mofo daquela
casa antiga, daqueles pensamentos antigos...
Das pessoas que sorriam e afagavam os teus
cabelos, que lhe contavam histórias de uma
felicidade utópica.
Ela quer... ela gostaria de achar o caminho
de volta pra casa.
Everywhere
Sorrisos. Lágrimas pós decepção. Aquelas que doem, que secam, que molham e doem novamente. Queria ser um palhaço, daqueles que não dão medo, ou alguém mais forte para entregar cada um uma rosa... pra ver aquele sorriso brilhar de novo. As decepções acontecem; mas alguns se esquecem dos erros eminentes... de quem são, de quem somos. De que erramos, e sentimos isso. Que não gostamos de desculpas, mas deixar o tempo correr é difícil. Mas é melhor assim.

Ou de vez em quando queria ser algum super heroi, salvar o sorriso de muitos. Não precisaria ser alto e musculoso... mas um heroi que refaz. Que sorri, sem se machucar.
Pena. Não sou, mas gosto desses sorrisos por aí. Daqueles que não se vê com frequência.
Deixar marcas sem feridas permanentes é difícil. Alguns não entendem. Não entendo.
Não é esquecer. É ter medo de perder... de não saber o que fazer. Muito menos é se afastar. As vezes é dar um tempo. E não é priorizar a uns nem outros. É sem querer deixar o tic-tac do relógio te guiar. É sorrir ao saber que está vivo, mas chorar por saber que é só existir. Queria multiplicar os minutos, e correr com as horas. Queria estar em toda parte. Com a parte que importa.
Mas depois de ser levado pelo relógio é difícil voltar. Não quero que me entendam ou desculpem. Só quero seus sorrisos... mesmo na surdina, no vão da porta.

Ou de vez em quando queria ser algum super heroi, salvar o sorriso de muitos. Não precisaria ser alto e musculoso... mas um heroi que refaz. Que sorri, sem se machucar.
Pena. Não sou, mas gosto desses sorrisos por aí. Daqueles que não se vê com frequência.
Deixar marcas sem feridas permanentes é difícil. Alguns não entendem. Não entendo.
Não é esquecer. É ter medo de perder... de não saber o que fazer. Muito menos é se afastar. As vezes é dar um tempo. E não é priorizar a uns nem outros. É sem querer deixar o tic-tac do relógio te guiar. É sorrir ao saber que está vivo, mas chorar por saber que é só existir. Queria multiplicar os minutos, e correr com as horas. Queria estar em toda parte. Com a parte que importa.
Mas depois de ser levado pelo relógio é difícil voltar. Não quero que me entendam ou desculpem. Só quero seus sorrisos... mesmo na surdina, no vão da porta.
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