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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Everywhere

Sorrisos. Lágrimas pós decepção. Aquelas que doem, que secam, que molham e doem novamente. Queria ser um palhaço, daqueles que não dão medo, ou alguém mais forte para entregar cada um uma rosa... pra ver aquele sorriso brilhar de novo. As decepções acontecem; mas alguns se esquecem dos erros eminentes... de quem são, de quem somos. De que erramos, e sentimos isso. Que não gostamos de desculpas, mas deixar o tempo correr é difícil. Mas é melhor assim.

Ou de vez em quando queria ser algum super heroi, salvar o sorriso de muitos. Não precisaria ser alto e musculoso... mas um heroi que refaz. Que sorri, sem se machucar.
Pena. Não sou, mas gosto desses sorrisos por aí. Daqueles que não se vê com frequência.

Deixar marcas sem feridas permanentes é difícil. Alguns não entendem. Não entendo.

Não é esquecer. É ter medo de perder... de não saber o que fazer. Muito menos é se afastar. As vezes é dar um tempo. E não é priorizar a uns nem outros. É sem querer deixar o tic-tac do relógio te guiar. É sorrir ao saber que está vivo, mas chorar por saber que é só existir. Queria multiplicar os minutos, e correr com as horas. Queria estar em toda parte. Com a parte que importa.


Mas depois de ser levado pelo relógio é difícil voltar. Não quero que me entendam ou desculpem. Só quero seus sorrisos... mesmo na surdina, no vão da porta.

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