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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Hate

Então, você se vê encurralado. Algo desaba. Estaticidade.... é a primeira reação.

O mundo me grita desaforos e me apresenta abismos, quase cedo-me ao medo. Odeio essa força de resistência que as vezes me prende, me tranca. Por ora odeio todo o mundo, por ora apenas odeio a mim. Ódio, ódio, desgraça. Me trituram, me mastigam. Nem me aspiro a eles, porque então me vinculam à tais? Talvez não exista ódio prontamente dito; talvez seja ego e ignorância, algo como um amor doentio, que aqui e acolá se aproveitam da tarja "Ódio".

Ressentimento, culpa, incapacidade. Cabe tudo isso dentro de uma mente só? De uma mente ainda fresca e quase nunca desiludida? Sim, acho. Desgasta, corrói. Domina e aproveita. Sinto algo fuzilando minha mente e pensamentos. Sensação de algo gélido, frio. Por que ainda dói ter tudo isso aqui dentro? Por que roupas, cheiros, fotos, flashes e momentos te lascam a ultima fatia de realidade? Ainda quero entender. Quero saber porque esse nó na garganta é constante. Quero saber do que se trata essa sensaçao de sólidão em meio ao público, em meio a multidão...

 Essas lágrimas doem. Isso machuca. Mesmo que bajulado, por que ainda dói, por que ainda destroi? 


 ...Só quero entender... ou aprender a esconder...



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