Talvez ela tenha crescido acreditando inocentemente que sabia de cor e salteado definir amor. Que tragédia. Tão inocente. Agora ela só tem muitas peças na mão, sem saber direito o que fazer delas. A única certeza é a duvida que tem. E mesmo inocente como era sabia que amor era tudo menos dúvida. Coitada. Tantas sombras largadas pelos cantos de sua mente.
Amor. Quantos já não se arriscaram escrever sobre tal? E será que ele, o amor, precisa saber da sua própria existência pra existir? Ou ele é no mundo, como toda facticidade de uma visão fenomenológica? Será que ele precisa de tanta gente pensando ou penando pra definir o que é ou ele precisa de mais gente deixando ele ser o que é? Ele é no mundo... Será? Se é, é por mim ou pelo outro? Ou pela intersubjetividade daqueles que teimam em encontra lo e ou defini lo?
Amor, é abstrato. Será? É ser? Se tão ontológico porque a tira tanto o sono?
"Todo mundo esconde quem é pelo menos por um tempo, as vezes você enterra alguma parte de si mesmo tão profundamente que precisa ser lembrado que ela ainda esta lá, e as vezes o que voce quer, é só esquecer quem você é, por inteiro."-Dexter
...
"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe
terça-feira, 2 de junho de 2015
Amor é?
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