Ouço esses quizos ao lado da minha janela. Ouço minha vida, minha infância. Um nó na garganta, vontade repentina de chorar. Não seria a tristeza a me incomodar... não sei, algo me prende e me machuca agora, consigo ver minha vida em flashes por instantes. Alguns diriam nostalgia.
Coloquei minhas meias azuis de algodão, não sei do valor delas pra mim... estão sujas agora. Havia me esquecido como as horas se arrastam de madrugada, quando se esta acordado. Me sinto bem, com esses ruídos e cheiro que o vento carrega pra dentro do meu quarto.
Ando pensando tanto no meu antigamente... me sinto feliz, e me aborreço em seguida. Tantas lágrimas jogadas fora, tantas orgulhosas... outras fracas. Quero saber o por que de ainda estar aqui... me lembro como cheguei aqui... e já não me é conveniente sair deste estado de inércia. Me sinto bem apesar dos apesares.
Vento me traz apego, lembrança, fogão a lenha... roupas brancas no varal... e inocencia... me traz infância.
Nenhum comentário:
Postar um comentário