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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Existe alguém ao gatilho?

Existe outrem que não culparia a si mesmo? Existem tantas perguntas sem respostas? Um ‘zilhão’, me parece.

Vamos! Agarre sua culpa, antes que outro a pegue. Corra! Antes que alguém tome seus pés.
Beije! Ame! Se denuncie! Grite! Antes que lhe roubem a arma a ser disparada.

Não gostaria mesmo de sentir o cheiro da pólvora? O alvo turvo assusta tanto assim?
... Sim. É medonho. É doloroso.  

Quem é você sem sua culpa? Quem é você sem os seus pés?

Que é você sem o alvo à frente?