"Todo mundo esconde quem é pelo menos por um tempo, as vezes você enterra alguma parte de si mesmo tão profundamente que precisa ser lembrado que ela ainda esta lá, e as vezes o que voce quer, é só esquecer quem você é, por inteiro."-Dexter
...
"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Uma certa parte...
Está tarde. Preciso dormir. Preciso? Não me lembro mais. Algo veio a minha mente e se entornou aqui nos meus pensamentos: sobre uma certa sensação e percepção sobre... (Vou chamar você de parte do mundo que causa uma sensação engrançada) essa parte. Porque engraçado? Hum, vejamos. Teve esse certo dia em que depois da companhia dessa parte que praticamente me entorpeci quando tive essa sensação, essa veio logo depois quando percebi que amava essa parte de uma forma tão... Diferente, visceral. Essa forma diferente... Veja bem, essa parte apareceu em minha vida e por mais que eu desejasse ela por toda as partes dessa minha vida, eu sabia que seu lugar era aquele em que essa aparecia pra discutirmos e construirmos, e em algum ponto disso nos embriagavamos. Com álcool mesmo, não é uma metáfora dessa vez. Então, perceba aqui, essa forma engraçada... Sim é bem engraçado porque não consigo explicar, é uma sensação deliciosa. Essa parte pertence a tantas outras partes da mesma forma como eu pertenço a tantas outras, mas nós pertencemos a uma brevidade onde sabemos nossos lugares, e por mais que nosso contato seja tão gratificante e confortável para mim, sei que por sabermos nossos lugares e você, parte, estar nessa brevidade a qual quis por momentos estender a uma quilometragem incontável é que me satisfaz por você estar onde nos colocamos. Esse é meu deleite... Pensar em você, parte, de formas impensáveis mas não poder te tirar dessa forma... Hum, engraçada, porque é lá que você faz sentido e que permanece perfeita. Pensamos semelhantentemente, construímos e nos embriagamos da mesma forma, mas não estamos sempre na presença um do outro numa constância que poderia azedar isso, ou prolongar de mais. Entendeu? Não? Que bom, ou não... Eu precisava dormir, eu acho. That was she said. Hahahaha, isso me faz rir, porque provavelmente entreguei uma identidade à essa parte. De qualquer forma, obrigada por estar por ai, parte do mundo.
domingo, 13 de julho de 2014
Quando nossa hora chegar
Eu estarei de pé te encarando, tremendo.
Passará mil pensamentos bêbados na minha mente.
Bêbados de medo, de alegria, de expectativas.
E tudo que terei será meu papelzinho amassado nas mãos
Dizendo-te: "É ti... é por ti e sempre será pra quem guardarei
meus melhores beijos, que esconderei minha furia, que serei brisa
que serei guia. É contigo que quero brigar todos os dias de manhã pela
bagunça na cama, no quarto, na nossa vida... é por ti que terei paciência
em lhe ensinar sobre mim e aprender sobre você.
É por ti que deixarei meu tempo se esgotar em sua companhia, em seu amor...
em seu cheiro, na sua barba por fazer.
Quando nossa hora chegar vou estar com medo... mas vou estar com você."
Passará mil pensamentos bêbados na minha mente.
Bêbados de medo, de alegria, de expectativas.
E tudo que terei será meu papelzinho amassado nas mãos
Dizendo-te: "É ti... é por ti e sempre será pra quem guardarei
meus melhores beijos, que esconderei minha furia, que serei brisa
que serei guia. É contigo que quero brigar todos os dias de manhã pela
bagunça na cama, no quarto, na nossa vida... é por ti que terei paciência
em lhe ensinar sobre mim e aprender sobre você.
É por ti que deixarei meu tempo se esgotar em sua companhia, em seu amor...
em seu cheiro, na sua barba por fazer.
Quando nossa hora chegar vou estar com medo... mas vou estar com você."
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Parei
Parei de ler. Pelo menos com tamanha frequência que se lê um
refugiado.
Parei de ler. Meus livros, livros de outrem. Livros, poemas,
terror. Drama.
Parei de ler. Para te amar, para amar todo o tempo que me
tens e que tenho a ti.
Para amar o drama nosso de cada dia, um drama de livros
densos.
Amo ler. Amo-te. Parei de ler. Mas não paro de te amar.
Lerei. Amarei-te.
Amarei o nosso drama. Amarei nossa poesia... amarei nosso
livro de amor.
Amarei nosso suor. Secarei nossas lágrimas. Escreverei nossa história.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Não sabes dizer... dizer o quê?
O que é isso que espreita em sua mente; Pronto para saltar-te aos dedos? Não sabes dizer, mas não sabes o endireitar... Endireitar em frases corridas, transluzindo a beleza do sentimento. Qual? Não sabes dizer. Deixe saltar-te aos dedos, deixe... Mas já passou, já foi. A dor daquela estranha sensação se escondeu de trás de passos largos, de sorrisos prontos e de olhares vagos. Mas não conseguistes endireitar aquela sensação em palavras como queria. Qual? Sabes qual, porém não há conceitos... vazio? Talvez caia bem. E o que pensavas? Nos amantes se amando? Estavam amando? Amando iam se odiando, se perdendo. Conseguia ver, mas sabia que estavam somente amando a própria morte. Como tu amas a sua, não é? Aquelas sombras que via... estavam sorrindo, não estavam? Sim. Lembras agora. E a tua, onde estava?
-Agarrava-me ao desejo de um vão impulso para simplesmente, morrer ali. Caindo, gritando, expulsando todo o vazio... Mas ninguém enxergaria aquilo... somente mais um corpo desfalecido, jogado ao chão em meio a penumbra da pena.
E o que conseguiste?
-Chegar ao ponto de partida apartir do final e me encher novamente de um vazio cheio, permeado de falsidade em meus olhos sorridentes.
-Agarrava-me ao desejo de um vão impulso para simplesmente, morrer ali. Caindo, gritando, expulsando todo o vazio... Mas ninguém enxergaria aquilo... somente mais um corpo desfalecido, jogado ao chão em meio a penumbra da pena.
E o que conseguiste?
-Chegar ao ponto de partida apartir do final e me encher novamente de um vazio cheio, permeado de falsidade em meus olhos sorridentes.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Whoisit?
Será que alguém no Olimpo me deseja sorte? Será que há
alguém em Asgard que me vigie?
Um ser desprovido de competências, pedante de palavras
motivacionais vazias, para encobrir o próprio vazio. Alegra se tanto e depois
esvai se. No ler, na pronuncia de uma palavra qualquer se torna irascível por
culpa da própria mediocridade. E vai te levantar? Vai parar de lamuriar? Vai?
Quer mostrar a alguém, a qualquer um, que pode fazer algo? Algo? Onde estão as
lágrimas? A dor? Qualquer coisa que não seja o vazio, há por aqui? Pra onde vão
essas interrogações depois que o texto for lido? Onde? Lugar algum, ninguém,
coisa alguma, és ninguém, ninguém. Ninguém.
Até contar quem é. Tem fim em si mesma. É busca da totalidade,
amor ao saber despretensioso. Tem fim em si mesma. É linda. É absurda.
Prepotente. Quem pode com ela se não ela mesma? Ela te arrastará ao abismo do
teu próprio poço ou desanuviara a vista? Te anunciará? Te destuirá? Tem fim em
si mesma.
Problema é o que te faz parar e pensar. Tragédia. Pathos.
Patético.
Tem fim em si mesma.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
I like to think
Faz alguns anos desde que você se foi... Uma década quase.
Foi sem despedidas, sem cartões, sem abraços. Mas essa é uma daquelas
despedidas que não há como estar preparado. Daquelas despedidas que se tem
medo, muito medo. Medo do que ficará pra trás agora que você se foi; medo dos
abraços e das despedidas que talvez não lembre se foram dados ou não. Mas se
esses eram todos ou alguns dos teus medos, não sei dizer. E eu tive um. O medo
de te perder, o medo que eu não gostava de pensar. Que eu achava que nunca o
teria de ter, porque achei que teria mais de você pra mim.
Mas, foi estranho, porque foi tão rápido, que o medo
apareceu depois. Depois das lágrimas nos outros rostos. Depois de te verem
guardando em uma caixinha. Depois de não quererem me deixar aproximar da caixa.
Depois de saber que não te veria mais. E então as lágrimas vieram. E me visitam
quase todos os dias. Dizem tanto. Dizem estar em alguma parte melhor desta
vida. Dizem estar por ai. Gosto de pensar que sempre esteve aqui. Que mesmo
depois de ir, não me deixa ter medo. Que segura meus ombros quando fraquejo. Ou
mesmo beija meu rosto quando estou muito cansada pra dizer como foi meu dia.
Gosto de pensar que esta aqui quando acordo, igual antigamente quando eu pedia
pra dormir comigo. Gosto de pensar que quando eu voltar no fim do dia pra casa
vai me abraçar e me desejar boas vindas. Gosto de pensar que sabe disso tudo.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Pensarei em algo
Você esta saindo da minha vida aos poucos, de fininho. E
parece ao mundo que o sentimento de “saber o que tem só depois de perder tudo”
esta em minhas mãos. Mas, o estranho, é que eu sempre soube que você era tudo
pra mim. E mesmo não me provendo tudo que eu gritava em silêncio, ainda assim
era você quem eu preferia, a outro alguém. A outro que me atendesse de
madrugada só pra ouvir palavras melosas, a outro que me perguntasse como iam
meus amigos, a outro que me perguntasse como foi o dia, a outro que me contasse
como foi o dia, a outro que compartilhasse pensamentos, sonhos, palavras aleatórias.
E me parece que mesmo tendo tantos outros por ai que me aprazeriam, de tantas
outras formas... Vai ser de você quem irei sentir falta. Das palavras ruins as
boas; e algumas lagrimas se desfarão no meu rosto. E como das mil vezes que fiz
lhe entrego minhas desculpas com meu ego como laço.
Espero que tantos outros lhe compraza de maneira melhor da
qual não soube lhe aprazer. Espero que não sinta a minha falta tanto quanto
irei sentir de ti. Que mesmo perto de ti eu lhe tinha saudades. Tentarei aprender
a escrever sobre outras coisas a não ser do teu sorriso. Tentarei.
Dê fim a mim em sua memória como quiser... Não sei o que
farei de ti aqui na minha mente. Mas pensarei em algo. Pensarei em algo.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
We couldn't be
Não poderiamos ser aqueles que se entendem, que trocam olhares e ali
mesmo compreendem os pensamentos ditos. Não poderiamos ser aqueles que caminham
de mãos dadas pela manhã nos bosques como John e Yoko faziam. Não poderiamos
ser aqueles que sacrificam-se para provar-se digno um do outro, aqueles que
sempre arderiam por dentro pelo sentimento que consome, como Cathy e Heatcliff.
Não poderiamos ser aqueles que se etregam e desmistificam, mesmo em cartas,
como Ana e Pedro. Não poderiamos ser aqueles criminosos e assassinos que faziam
o sentimento um pelo outro, 'inocentizar' toda a cena, como Hannah e Dexter.
Não poderiamos ser aqueles que desarmam as próprias convicções para dar espaço
a do outro, para ouvir e acrescentar, como... como exatamente quem não somos.
Não poderiamos ser, por já não sermos eles. Não posso por já não ser quem és, e
saberes quem és. Não posso por temer a repreensão, e não podes por não perceber
que repreendes. Não poderiamos ser mais, por não sabermos que poderiamos.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Em termos, hipocrisia
Soca meu estômago, chuta meus joelhos, sangra o meu nariz,
cospe saliva amarga na minha face, pega seu casaco e deixa-me
num porão vazio. Sem luz, sem ar, eu por me virar.
Levanto-me, seco o sangue, me apoio em uma cadeira velha.
Pego um pé de cabra; uso para sair de onde estou. Mas quando
você chega, me vê armada, me vê como ameça e me atira ao chão.
E num instante, não sou eu a vítima. Você sangra de um ferimento
que não tinha quando me deixou. Mas vejo sangue no pé de cabra...
Fui eu? O que eu fiz? Como poderia o machucar?
Te faço curativos. Você está bem.
Sai novamente, mas leva o pé de cabra. Eu me deito,
fecho os olhos, penso: "Ele está bem... esta tudo bem..."
cospe saliva amarga na minha face, pega seu casaco e deixa-me
num porão vazio. Sem luz, sem ar, eu por me virar.
Levanto-me, seco o sangue, me apoio em uma cadeira velha.
Pego um pé de cabra; uso para sair de onde estou. Mas quando
você chega, me vê armada, me vê como ameça e me atira ao chão.
E num instante, não sou eu a vítima. Você sangra de um ferimento
que não tinha quando me deixou. Mas vejo sangue no pé de cabra...
Fui eu? O que eu fiz? Como poderia o machucar?
Te faço curativos. Você está bem.
Sai novamente, mas leva o pé de cabra. Eu me deito,
fecho os olhos, penso: "Ele está bem... esta tudo bem..."
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