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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eu digo

A maioria das pessoas que escrevem algo, gostam de dizer "eu escrevo". Gostam de falar de si. Gostam da palavra "meu". Sou um pouco diferente dessas pessoas. Não sei dizer se isto é uma coisa boa ou ruim ou se e apenas uma "coisa". Mas poucos entendem isto aqui de verdade ou se esforçam para isso e pra mim não importa quantos elogiam, mas sim, quantos interpretam. Gosto de escrever sobre coisas variadas, pessoas variadas. Nas situações quais me encaixo, quase sempre ocultamente. Nunca vou colocar no papel algo concreto sem disfarces, gosto da minha privacidade e isso também não quer dizer que não sou sincera quando escrevo. Meus sentimentos não estão nas palavras, estão nas entrelinhas e eu realmente admiro se existe alguém que os compreende em sua totalidade. Sinceramente, não gosto de ouvir outras pessoas falando de si com ar superior, se gabando de algo que pode fazer. Não acho nada de especial aqui. Nada que outra pessoa não sinta também, não saiba tão bem ou mais que eu. Mas as vezes de um jeito diferente. Por isso não conto, não falo e não menciono algo sobre mim, minhas composições. Porque não é algo que acho incrivel e excepicional, não é algo que qualquer outra pessoa não possa fazer também e não serei hipocrita e direi para alguém que não pode, porque já ouvi isso e cá estou. Qualquer um pode fazer qualquer coisa e é ridiculo se fingir especial porque conseguiu primeiro.

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