Ta doendo. Tô doente. Tô carente. Tá sufocando.
Não sei, tanto faz. Não vai. Sorrio, choro. Dói. Saudade.
O vento tá gelado, mas meu corpo ainda queima. O sangue corre rápido.
Tô respirando fundo, um nó na garganta me corta. Ainda consigo lembrar do cheiro.
Das madrugadas em frente da tevê, você acabava de tomar banho. E eu sentava atrás de você no sofá, enquanto você 'jantava'. Sentia o cheiro de sabonete e pele, que cheiro confortável.
Lágrimas transbordam agora. O cabelo volumoso, geralmente cor de fogo, ou algo mais escuro menos exagerado.
Já era grande o suficiente, mas nunca o bastante para não querer sua companhia ao deitar me em minha cama. Era como se você expulsasse todos os males, toda a escuridão, e mandasse a lua me iluminar.
Tá corroendo. Tanto tempo, sobrevivi. Algo como: "Como você suporta?", "Como vai suportar?", sempre diziam. Não há escolha, há? Não suportei. Só segurei a barra.
Diz pra mim eterna estrela minha, vai se orgulhar de mim? E quando eu errar e me machucar? Posso suportar de novo? Tenho que suportar. Te amo. Só queria dizer... vai com Deus e volta pra casa rápido. Te amo.
"Todo mundo esconde quem é pelo menos por um tempo, as vezes você enterra alguma parte de si mesmo tão profundamente que precisa ser lembrado que ela ainda esta lá, e as vezes o que voce quer, é só esquecer quem você é, por inteiro."-Dexter
...
"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Te odeio.
Senti seu cheiro hoje de manhã... por pouco pensei em você.
Você ainda se lembra? Você costumava me chamar de chata e eu dizia te odiar.
Você não queria ouvir meus problemas, eu queria dizer assim mesmo.
Já te amei e odiei em mesma escala, você fazia falta.
Aquela época era tão simples, só precisávamos nos preocupar em fazer o dever de casa.
Você cresceu né? E mudou muito. Admito, não gostei.
Comigo você era tão mais você, as pessoas costumavam significar algo pra você.
Tá egoísta. Mas confesso não deixo de pensar um dia sequer naquele tempo divertido.
Te odeio. Te amo. Espero que tenha alguem pra dizer à você como está horrivel hoje, como eu fazia antigamente.
Você ainda se lembra? Você costumava me chamar de chata e eu dizia te odiar.
Você não queria ouvir meus problemas, eu queria dizer assim mesmo.
Já te amei e odiei em mesma escala, você fazia falta.
Aquela época era tão simples, só precisávamos nos preocupar em fazer o dever de casa.
Você cresceu né? E mudou muito. Admito, não gostei.
Comigo você era tão mais você, as pessoas costumavam significar algo pra você.
Tá egoísta. Mas confesso não deixo de pensar um dia sequer naquele tempo divertido.
Te odeio. Te amo. Espero que tenha alguem pra dizer à você como está horrivel hoje, como eu fazia antigamente.
Pingantes lembranças
Aquela luz ofuscante de começo de manhã já não sei dizer se me cega mais.
Aquele vento que me intriga e me fluem anotações. Balançam folhas e fios de cabelo.
Aquela ponte dançante rente aos meus passos, balançam meus pensamentos. Conhecida ponte.
Bem vindo. Me assopram. Pareço entrar em um mundo estático. Aqueles gritos novamente.
Caem em meu cerebro como gotas pingantes de lembranças, aqueles gritos euforicos e estridentes.
Crianças despreocupadas. Objetividade em solucionar esconderijo de desafiantes. Bons tempos.
Detalhes insignificantes... por que aparecem licitos aos meus olhos? Me pertubam. Que sorriso lindo.
Entre passos largos sobre atrasos, me disperso naquela paisagem. Não me importa mais, só quero lembrar algo, alguem. Desejos entregues em meio a sorrisos largos. Te amo. Ouço falar. Te amo. Desejo tentar. Impossivel irracional devaneio. Te amo. Eu sei. Te quero. Então venha me encontrar. Me responda, me veja tentar.
Aquele vento que me intriga e me fluem anotações. Balançam folhas e fios de cabelo.
Aquela ponte dançante rente aos meus passos, balançam meus pensamentos. Conhecida ponte.
Bem vindo. Me assopram. Pareço entrar em um mundo estático. Aqueles gritos novamente.
Caem em meu cerebro como gotas pingantes de lembranças, aqueles gritos euforicos e estridentes.
Crianças despreocupadas. Objetividade em solucionar esconderijo de desafiantes. Bons tempos.
Detalhes insignificantes... por que aparecem licitos aos meus olhos? Me pertubam. Que sorriso lindo.
Entre passos largos sobre atrasos, me disperso naquela paisagem. Não me importa mais, só quero lembrar algo, alguem. Desejos entregues em meio a sorrisos largos. Te amo. Ouço falar. Te amo. Desejo tentar. Impossivel irracional devaneio. Te amo. Eu sei. Te quero. Então venha me encontrar. Me responda, me veja tentar.
domingo, 25 de setembro de 2011
Lágrimas, vento e meias
Ouço esses quizos ao lado da minha janela. Ouço minha vida, minha infância. Um nó na garganta, vontade repentina de chorar. Não seria a tristeza a me incomodar... não sei, algo me prende e me machuca agora, consigo ver minha vida em flashes por instantes. Alguns diriam nostalgia.
Coloquei minhas meias azuis de algodão, não sei do valor delas pra mim... estão sujas agora. Havia me esquecido como as horas se arrastam de madrugada, quando se esta acordado. Me sinto bem, com esses ruídos e cheiro que o vento carrega pra dentro do meu quarto.
Ando pensando tanto no meu antigamente... me sinto feliz, e me aborreço em seguida. Tantas lágrimas jogadas fora, tantas orgulhosas... outras fracas. Quero saber o por que de ainda estar aqui... me lembro como cheguei aqui... e já não me é conveniente sair deste estado de inércia. Me sinto bem apesar dos apesares.
Vento me traz apego, lembrança, fogão a lenha... roupas brancas no varal... e inocencia... me traz infância.
Coloquei minhas meias azuis de algodão, não sei do valor delas pra mim... estão sujas agora. Havia me esquecido como as horas se arrastam de madrugada, quando se esta acordado. Me sinto bem, com esses ruídos e cheiro que o vento carrega pra dentro do meu quarto.
Ando pensando tanto no meu antigamente... me sinto feliz, e me aborreço em seguida. Tantas lágrimas jogadas fora, tantas orgulhosas... outras fracas. Quero saber o por que de ainda estar aqui... me lembro como cheguei aqui... e já não me é conveniente sair deste estado de inércia. Me sinto bem apesar dos apesares.
Vento me traz apego, lembrança, fogão a lenha... roupas brancas no varal... e inocencia... me traz infância.
Chuva deslumbrante...
Aquelas gotas... estava me esquecendo delas. Não são desculpas para a dispersão de pensamentos, sentimentos. Não gosto de deixa-lás serem tão proximas e incumbentes da minha alma. De alguma forma estão me acariciando docemente, mesmo com minha forma tão rude.
Não quero ser como ninguém ou como alguém. Posso até querer ter suas falas, nada mais. Quero deixar de pensar quem tenho que ser, se sou o que sempre fui. Desejo maldito de ser algo mais a todo momento. Querer ser algo mais profundo. Maldita mente que se apega a padrões que não se apega a padrões. Escrotos padrões, mas não tê-los também seria um. Ela é suave, e mesmo grosseira não me machuca. Perfeito. Perfeita.Abri alguma outra página, não me recordo do meu roteiro de fala ou pesquisa. Tô tentando descrever algo, já não sei o que mais ou se seria necessário. Gosto insano em tentar descrever pensamentos. Que cheiro bom ela tem, ela é deslumbrante e me desperta esse gosto insano. Por que aprendi a gostar dela... odiava-a.
Assinar:
Postagens (Atom)

