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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

No words

E não precisamos de palavras. O tempo está ali. Pra nós. Deitados, deixamos as paredes falarem o que gostaríamos de dizer, de ouvir. E não precisamos do mundo compreensivo. Precisamos de nós, apenas isto.

E os ventos traíam um cheiro forte de mudanças, felicidades, quedas iminentes. Mas a nossa viga se tornou forte. Nos fizemos atentos quanto a nossa construção. E tão menos nossa melodia foi deixada ao léu. Compomos várias, sem "mesmicificar" uma. A nossa, tem tempos diferentes. Tons altos, elevados, outros tão baixos. Mas... não paramos. Nem mesmo de compor ou tocar. Não paramos, porque sabemos que já não seremos nada sem essa melódica parafernália em nossas vidas.

Vejo vidas vazias, olhos cheios. Mãos solitárias. Me assustam tanto. Me desfalecem a medonha escuridão, ao nada. Entretanto, vejo teu sorriso. E é como se todo o mundo fosse um grão, e que de estarmos aqui já não mais vale de nada o medo. Ou o aterrador declive à solidão. E desde que aceitemos o nosso tempo, seremos eternos guias no olhar um do outro. E de mais nada precisaremos viver, se não do amor.