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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

terça-feira, 14 de abril de 2015

Só deixar

Preciso aprender que esse tipo de sentimento vem de uma direção desgovernada, justamente na direção da minha mente bem alinhada, lê se aqui ironia. Vou dormir porque reconheço a grandeza desse sentimento que não ouso nomear ou dizer o vulgo nome. Sei o que é. Sei que o é numa estranha proporção. Sei que não verei mais desses por aqui, porque decidi que era por aqui mesmo que tinha o seu começo e sua partida. Não verei novamente porque unicidade é uma das poucas coisas que me abalam nesse mundo. Vou ficar por aqui, vendo a vida passar. Vendo a vida dos outros e reconhecer esse tipo de coisa por ai. Mas nunca vou sentir esse tipo de coisa por aqui, não de novo. Estarei vendo as coisas passarem, ora serei personagem, ora não. A vida é isso, talvez? Essas encenações e contra cenas bizarras. Deixarei de escrever sobre isso por ora. Preciso lembrar da unicidade e deixar isso aqui, por ali, por ai... Só deixar.

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