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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

terça-feira, 14 de abril de 2015

Quem?

E parece que me fez envelhecer. Não fisicamente. Parece teatro toda vez que dou risadas sonoras? Pareço uma adolescente com sentimentos extasiados, cheia de atenção? Talvez até concorde contigo. Mas isso sou eu afastando o tempo que tu me fizestes me envelhecer em pouquíssimo tempo. Não sei bem em que exatamente consiste essa velhice. Pareço reconhecer somente quando me vê acender um cigarro. É ali, naquelas fumaças que reconheço que passou por mim, que aquelas cinzas são as sombras dos meus metafóricos cabelos cinzas. Você me faz me sentir velha. Não sei se tive que cair, me levantar e cair de novo... Acho que porque quando eu caí de novo, eu pude achar meu apoio, eu pude me segurar, eu conhecia o caminho até o chão. Talvez isso não tenha me assustado. Só continuo surpresa pelo caminho que me reergui... Ah, se soubesse dos meus sorrisos largos quando me lembro de que me fizeram forte, que me deram uma mão firme e um abraço apertado que deixou meus pensamentos no lugar;  Tempo o suficiente pra reconhecer o quanto vivi, mas o quanto sou tão inocentemente nova. Certeza que vou ralar os joelhos novamente, que cairei mais tantas vezes. Fico chateada porque gostaria que fizesse parte disso, que eu pudesse te ajudar com o que dói, com o que incomoda. Espero sinceramente, que não tenha se fechado dentro de si por medo, por qualquer que seja ele. Porque você não estaria sendo covarde, mas sim cruel com aqueles que te querem cuidar, vulgo meu ego, âmago, coração. Você tem parte aqui em mim. Só não acabe se assustando ou achando que poderá entrar sempre pela mesma porta. Porque da posição que te encaro agora, seria eu suficientemente egoísta pra isso não acontecer. Talvez eu seja fraca e descuidada, e eu queira que entre pela mesma porta. Talvez seja só eu querendo esconder o quanto te quero por aqui. Mas, ei..  Eu venho mudando. Espero que não se aborreça, espero que não me deixe ir embora. Espero que me deixe ficar. Mas não demore. Quando eu tenho autoconsciência, sou fria, sou egoísta. Defendo meu lugar, meu "querer" na mesma proporção que não se quer esperar. E se decidir que você vai só... Bem, espero que leve boas lembranças, espero que meus sorrisos não amarguem qualquer coisa. Engraçado é que esse amargo está nas nossas bocas com nicotina. E quem vai descobrir esse amargo de quem? Quem saboreará pecados novamente?

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