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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

quinta-feira, 6 de março de 2014

Whoisit?

Será que alguém no Olimpo me deseja sorte? Será que há alguém em Asgard que me vigie?

Um ser desprovido de competências, pedante de palavras motivacionais vazias, para encobrir o próprio vazio. Alegra se tanto e depois esvai se. No ler, na pronuncia de uma palavra qualquer se torna irascível por culpa da própria mediocridade. E vai te levantar? Vai parar de lamuriar? Vai? Quer mostrar a alguém, a qualquer um, que pode fazer algo? Algo? Onde estão as lágrimas? A dor? Qualquer coisa que não seja o vazio, há por aqui? Pra onde vão essas interrogações depois que o texto for lido? Onde? Lugar algum, ninguém, coisa alguma, és ninguém, ninguém. Ninguém.

Até contar quem é. Tem fim em si mesma. É busca da totalidade, amor ao saber despretensioso. Tem fim em si mesma. É linda. É absurda. Prepotente. Quem pode com ela se não ela mesma? Ela te arrastará ao abismo do teu próprio poço ou desanuviara a vista? Te anunciará? Te destuirá? Tem fim em si mesma.

Problema é o que te faz parar e pensar. Tragédia. Pathos. Patético.

Tem fim em si mesma. 

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