Será que alguém no Olimpo me deseja sorte? Será que há
alguém em Asgard que me vigie?
Um ser desprovido de competências, pedante de palavras
motivacionais vazias, para encobrir o próprio vazio. Alegra se tanto e depois
esvai se. No ler, na pronuncia de uma palavra qualquer se torna irascível por
culpa da própria mediocridade. E vai te levantar? Vai parar de lamuriar? Vai?
Quer mostrar a alguém, a qualquer um, que pode fazer algo? Algo? Onde estão as
lágrimas? A dor? Qualquer coisa que não seja o vazio, há por aqui? Pra onde vão
essas interrogações depois que o texto for lido? Onde? Lugar algum, ninguém,
coisa alguma, és ninguém, ninguém. Ninguém.
Até contar quem é. Tem fim em si mesma. É busca da totalidade,
amor ao saber despretensioso. Tem fim em si mesma. É linda. É absurda.
Prepotente. Quem pode com ela se não ela mesma? Ela te arrastará ao abismo do
teu próprio poço ou desanuviara a vista? Te anunciará? Te destuirá? Tem fim em
si mesma.
Problema é o que te faz parar e pensar. Tragédia. Pathos.
Patético.
Tem fim em si mesma.
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