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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

That sensation

Eu senti a necessidade de escrever sobre essa sensação, forte. Muito forte. Por deuses, é algo tão pleno, assustadoramente cheio de... Alegria. Chorei por sentir isso. E sorri ao mesmo tempo. Nunca tinha me sentido de tal maneira. Parece me por milésimos que consegui compreender como é ter um sentimento puro, e poder denomina-lo puro, porque não me fere. Não dói. Há lágrimas mas nada dói. Eu continuo sorrindo. Consegui entender que não é preciso ter nas mãos o amor de outra pessoa, não há necessidade de pedir, de chantagens, de súplicas. Sentir isso já é o suficiente. É isso. Por poder sentir essa coisa pura já é algo extraordinário. Não há desejo de posse, não precisa ter. Porque esse sentimento parece ser por si só, autosuficiente. É algo que mesmo se o objeto enamorado partir ou não tiver um espaço pra percorrer, o sentimento de estar aberto para ser atingido continuará com seu movimento. Espero me lembrar dessa sensação até o dia que eu não puder mais respirar. Talvez descubra até lá que sua causa é um monte de reações químicas no meu cérebro. Mesmo assim não me importo. Ainda assim o senti. E lembrarei me da primeira vez em que quis chorar por me sentir tão feliz por ter descoberto uma sensação extasiante, pura, doce, confortável; que pude me sentir sortuda.

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