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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Vícios?

Quão longe chegaríamos? Até onde eu sentiria sua mão na minha? Até onde eu saberia dormir sem me privar de desabar? Até onde eu continuaria a mentir tão bem que a vida é feita disso mesmo? Risos. Você não sabe lidar com fatores condicionais não é mesmo? Eu aprendi a lidar melhor com eles, evita algumas dores até. Parece que sobre você eu ainda não aprendi a evitar. Eu sabia que essa aparente solução não seria uma solução. Que eu ainda lutaria para que não doesse. Então você fez o favor de dizer que eu desistia fácil de mais. Como? Como? Você quis dizer que eu desistia de mim todas as vezes em prol de ti? Porque só poderia ser isto. E há pouco tempo não vi você tentando, acho que a desistência chega pra todos, como a velhice, como a entrega para algum vício qualquer. Por falar nisso, não me critique quanto a isso. Vícios. Você foi um por muito tempo, e olhe onde isso me levou. Esse tipo de reabilitação não tem em toda esquina, em todo olhar, dificilmente dentro de nós. Você não entende de vícios, porque não entendia o que era te ver sorrir. Porque se entendesse, saberia dos maus bocados que passei. Quando esses sorrisos são as maiores das drogas, você não julga quando sabe que isso se foi e não tem volta.

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