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"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual à deles; e era outro o canto, que acordava o coração de alegria. Tudo o que amei, amei sozinho." - Poe

terça-feira, 26 de maio de 2015

Coração fareja'dor'

E lentamente esse medo a corrói. O medo de confiar em alguém. Novamente e ver seu coração se atirando na frente de um trem porque aquele é apressado demais, quer sentir demais, quer ter demais. Porque seu coração não sabe ter pouco, a culpa é dela porque deixou que o alimentassem com pouquíssimo. Ela ignorou, achou que ele fosse forte por aguentar uma dieta assim. Mas quanto mais ela o privava, ele queria. E ela não viu isso crescer. Só viu quando ele a devorou. E foi doloroso. Porque ele esta ensinando-a aos poucos não duvidar dele, mas a mente dela agora tem medo e receio. Ela tem medo em admitir que as coisas não serão mais as mesmas, mas ela tem esperanças, aquele sempre machuca estas. Sempre é uma briga feia. E ultimamente o medo vem ganhando todas. Ele é o pior porque a deixa vulnerável, mesmo quando ela quer ser forte. Ela quer aparentar ser, né? Esses sorrisos largos. Ah, acho que esse coração fareja poucas coisas, mentiras e fantasias. O sorriso dela anda pra fora porque quer que tenha testemunhas, assim ela pode correr sempre um pouco mais do medo.

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